quinta-feira, 30 de maio de 2013

CONVERSANDO COM A SUA HISTÓRIA


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Resumo da palestra:

Nesse diálogo, trago contribuições quanto a algumas das principais preocupações de historiadores que lidam com fontes orais. Entre elas tenho acentuado complexas utilizações de dimensões da oralidade e da memória. O destaque a questões teóricas que emergem ao trabalharmos com a linguagem oral remete a imperiosa peculiaridade do suporte de pesquisa então rastreado. Contudo, não se trata de uma generalização do conceito, mas sim de múltiplas apropriações da oralidade denunciadoras de memórias, ou de memórias materializadas na voz.  Essas memórias orais rastreadas em pesquisa de História Oral conformam-se segundo diversas espacialidades e temporalidades. Certamente o tempo/espaço da entrevista e o espaço/tempo dos eventos narrados sejam as mais evidentes. Mas não exclusivos. Mostra-se fundamental atentar para o tempo da construção de territorialidades vivenciadas como índices espaço-temporais das temáticas estudadas, o tempo/espaço social de definição do que deve lembrado e aquilo que precisa ser esquecido e de inusitados tempos verbais da memória: inesperados passados, futuros, presentes.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

CONVERSANDO COM A SUA HISTÓRIA - 2013

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Resumo da palestra:

   Em 30 de junho de 1879, João Cardozo Cazumbá comprou uma fazenda denominada Sobrado na localidade Cruz. Tal aquisição foi consorciada com Manoel de Ferreira de Cerqueira. Ambos pagaram pelas terras, casa e benfeitoria 1: 800$000 reis (lê-se um conto de reis e oitocentos mil reis). De acordo com os dados disponíveis na escritura lavrada em 1879, pelo juiz de paz interino Francisco da Silva Mendes, a fazenda possuía os limites pelo lado sul com terras que ficaram de João do Mayo Machado, pelo oeste com que ficaram do Padre Gonçalo de Souza, e pelo leste e norte, com terras de Estevão Machado, tendo por baixo a Estrada Real.
   Os dados que analisamos provem da escassa documentação disponível e principalmente de documentos históricos que encontramos em arquivos e cartórios, em notícias de jornais que circularam em Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos nas três primeiras décadas do século XX. Como também utilizamos os depoimentos orais, os quais fornecem discursos que ora induz a um fato, outro se assemelha apenas a narrativa oral condicionada a interações sociais diversas.
   Todavia, a diversidade de dados permitiu tecer os rastros desses indivíduos e nos levou por caminhos perigosos de terras movediças, uma vez que, o cruzamento dos dados da tradição oral com os documentos escritos induziu-nos no método de Zadig, esquadrinhando os rastros para que os vestígios viessem tomar contornos históricos. Neste sentido, o nome sobressai como ponto de partida para seguir as pistas ao longo dos caminhos que passaram os indivíduos.
   Portanto, o caso particular de João Cardozo Cazumbá encerra em si as grandes linhas desta apresentação: a aquisição de terras, a produção agropecuária amparada pela mão de obra escrava e a riqueza dos moradores na Freguesia de São Gonçalo dos Campos no final do século XIX e início do século XX. Assim, problematizamos como as conjunturas históricas, sociais, econômicas, demográficas, culturais e políticas influíram nas tomadas de decisões, experiências, construções de redes sociais e relações familiares de ex-escravos, livres, libertos e dos seus descentes entre os anos 1877 até 1920 no Recôncavo agroexportador de tabaco, da produção agrícola de subsistência e na pecuária.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

VIDAS SECAS: UM OLHAR DAS RELAÇÕES SOCIAIS

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Biblioteca Pública Thales de Azevedo
Rua Adelaide Fernandes da Costa, s/n- Parque Costa Azul 
Salvador/Bahia - CEP. 41.760-040   
Tel: 3116-5891 

O NEGRO NO CONTEXTO SOCIAL À LUZ DA LITERATURA

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Biblioteca Pública Thales de Azevedo
Rua Adelaide Fernandes da Costa, s/n- Parque Costa Azul Salvador/Bahia -CEP. 41.760-040     
Tel.: 3116-5891  

sexta-feira, 17 de maio de 2013

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A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia, convida a toda(o)s para a palestra "Francisco Dias Coelho: O Coronel Negro da Chapada Diamantina (1864-1919)", que será ministrada pela Prof. Moises de Oliveira Sampaio (Uneb).
Contamos com a sua participação!

Data: 20 de maio de 2013
Horário: 17h
Local: sala Kátia Mattoso - auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia

Resumo da palestra:
O Coronel Francisco Dias Coelho era neto de escravos e filho de camponeses negros que viviam na Chapada Diamantina, nasceu em 1864, 24 anos antes da abolição da escravatura no Brasil. No início do século XX, a região era uma das mais importantes economicamente da Bahia, e o coronel negro seu mais influente líder político.

Dias Coelho acumulou fortuna com a expansão do comércio de pedras preciosas na Chapada Diamantina, no final do século XIX, foi considerado o maior comerciante de pedras preciosas do estado da Bahia, aliado a outros negros e mestiços ricos e dominaram a região politicamente e economicamente por uma período de mais de trinta anos.

Foi responsável por reformas urbanas e projetos de alfabetização em massa na sua região de domínio trazendo inovações baseadas no modelo francês de organização urbana. Apesar de modificar profundamente a sua sociedade não foi registrado nenhuma revolta da elite branca que se sujeitou a ser comandada por um negro em um período tão curto com relação ao escravismo no Brasil, além de estar na “moda” na época o Racismo cientifico tanto na Bahia quanto no mundo.

O estudo da biografia de um coronel negro é relevante para a compreensão da ascensão econômica e política no período e do pós-abolição da escravatura no Brasil, bem como as estratégias de luta contra o racismo por parte de um negro que se inseriu na elite branca da época, como também a cultura política de uma região que tinha a liderança interiorano um homem que pelos padrões científicos da época era considerado intelectualmente inferior..

Atenciosamente, 

Centro de Memória da Bahia 
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia 
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia 
Governo do Estado da Bahia 

SEMINÁRIO - CEM ANOS DO PORTO DE SALVADOR

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A capital baiana foi muitas vezes denominada por viajantes como a “cidade do porto”, “cidade armazém”, “cidade voltada para o mar, cidade formigueiro” e “importante porto exportador/importador”. O porto soteropolitano conferiu à cidade um destacado caráter comercial; foi importante veículo de integração da região no sistema capitalista internacional; e também foi a principal ligação entre o mundo rural do recôncavo, produtor primário, e o centro consumidor urbano. A importância estratégica do porto baiano fez com que este fosse por muito tempo conhecido como o porto do Brasil. No século XVIII, foi sem duvida o principal entreposto comercial do Atlântico Sul, uma vez que a baía de Todos os Santos oferecia um abrigo seguro e grande facilidade em ser demandada pelos veleiros de longo curso.

A construção de instalações portuárias foi ordenada juntamente com a própria fundação da cidade. Assim, desde 1549, com a chegada da armada que acompanhava Tomé de Souza para instalação do Governo Geral e edificação de uma fortaleza, surge a cidade portuária que viria a ser por mais de três séculos o mais importante centro urbano da colônia. A ideia de melhorar a estrutura material do poro existiu desde os tempos coloniais, a fim de facilitar o desembarque de cargas, realizando-o o mais perto possível da baía. Isso porque, em períodos de temporais, as fortes vagas e rajadas de vento forçavam as embarcações a arribarem da ponta de Montserrat para diversos pontos do interior, pelos rios Cotegipe e Itapagipe.

A modernização do porto (1906 – 1930), feita junto com a ampliação do bairro comercial e a abertura da Avenida Sete de Setembro, na cidade alta (1912 – 1916), foi determinante para a remodelação da cidade do Salvador. No entanto, a inauguração de 400 metros de cais e quatro armazéns, dos quais apenas dois pareciam funcionar, trouxe uma série de problemas que frustraram a expectativa dos baianos. Com isso, os comerciantes passaram a reivindicar o fim da cobrança obrigatória das novas taxas de carga e descarga de mercadorias no novo cais, artefato moderno, mas ainda totalmente inadequado.

Revivendo o centenário da inauguração do porto modernizado de Salvador, apresentamos o seminário Cem Anos do Porto de Salvador. Uma oportunidade para refletirmos sobre os impactos desta construção num importante contexto em que o Brasil e a Bahia, em particular, vêm empreendendo esforços para a revalorização histórica, econômica, social, e cultural da região portuária soteropolitana.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

CONVERSANDO COM A SUA HISTÓRIA-2013


O Centro de Memória da Bahia/FPC convida a todo(a)s para a 11ª edição do Conversando com a sua História, que terá início em 6 de maio de 2013. A palestra de abertura será realizada pelo prof. Walter Fraga Filho. 
Contamos com sua presença!

Inscrições Gratuitas
3117-6067
cmb.fpc@fpc.ba.gov.br
Atenciosamente, 
Centro de Memória da Bahia 
Fundação Pedro Calmon - Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia Secretaria de Cultura do Estado da Bahia 
3117-6067

II Encontro de Ensino de História: "Ensinar História no século XXI: dilemas e perspectivas da educação histórica"


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Museu Carlos Costa Pinto



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PROGRAMAÇÃO DO MUSEU EUGÊNIO TEIXEIRA LEAL

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