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Resumo: Abordar o cinema africano e suas cinematografias significa falar de todo um continente bastante heterogêneo, pois a expressão é utilizada para designar cinematografias que se estendem da África do Norte à África do Sul. Nesta comunicação será abordado o cinema realizado em três países africanos: Mauritânia, Congo e Benin.
O cinema está presente na África desde os anos 1920, mas será, sobretudo após o período da descolonização a partir de meados dos anos 1950, que haverá a formação de um grande número de cineastas africanos que trarão suas visões de mundo particulares refletindo sobre a realidade da África pós-colonial. Alguns diretores ganharão reputação internacional sendo premiados em importantes festivais de cinema como Cannes, Veneza, Londres, Montreal, Los Angeles, Ouagadougou, New York etc.. Desses diretores podemos citar: Ousmane Sembène, Djibril Diop Mambety, Souleymane Cissé, Mahamat Saleh Haroun, Idrissa Ouedraogo, Flora Gomes, Oumarou Ganda, entre muitos outros.
Através do olhar de três cineastas africanos, Ibéa Atondi (Contos cruéis da guerra, documentário, Congo, 2002), de Abderrahmane Sissako (À espera da felicidade, Mauritânia, ficção, 2002) e Idrissou Mora-Kpaï (Si-Gueriki, A rainha mãe, documentário, Benin, 2002), buscar-se-á mostrar três momentos, ou três tempos, vivenciados por muitos habitantes dos países africanos:
- A presença da guerra civil em grande parte dos países do continente
- A espera de escapar de uma vida sem perspectivas, buscando a saída na imigração em direção à Europa
- O retorno à África daqueles que conseguem imigrar e se formar na Europa.
São três olhares, tanto sob uma perspectiva documental quanto ficcional, que colocam questões sobre a situação da África e dos africanos no período pós-colonial.

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